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Brasil

Insetos como alimento: startup mira mercado goiano com proteína sustentável

Empresa gaúcha busca liberação da ANVISA e vê potencial no agronegócio estadual para cadeia de produção alternativa.

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Redação Biscoitei
28 de março de 2026, 18:12 2 min de leitura
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Insetos como alimento: startup mira mercado goiano com proteína sustentável

A startup Insect Protein, do Rio Grande do Sul, desenvolve petiscos e alimentos à base de insetos e larvas como alternativa proteica. A empresa busca autorização regulatória para consumo humano e aposta na sustentabilidade do produto. O projeto pode se conectar com o agronegócio goiano, líder nacional em produção de grãos.

Fundada por Adriana Bender, a Insect Protein apresentou sua proposta no South Summit Brazil, em Porto Alegre, focando na alta qualidade nutricional e na redução do impacto ambiental da criação de insetos. Os produtos incluem farinhas e snacks, com processos que buscam eficiência no uso de água e terra.

Segundo o G1, a empresa está em fase avançada de testes para obter a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), órgão que regula a comercialização de alimentos no Brasil. A startup argumenta que a proteína de insetos pode complementar a dieta humana com menor custo ecológico.

A produção de insetos como fonte proteica tem ganhado atenção global diante da necessidade de sistemas alimentares mais resilientes. Em comparação com a pecuária tradicional, a criação de larvas exige menos recursos naturais e gera menos gases de efeito estufa, alinhando-se a metas de sustentabilidade.

Para Goiás, que domina a produção de soja e milho no país, a introdução de insetos como alternativa alimentar pode abrir novas cadeias de valor no campo. Especialistas sugerem que produtores rurais poderiam diversificar a renda integrando a criação de insetos às lavouras, aproveitando resíduos agrícolas e reduzindo desperdícios.

A iniciativa também reflete uma tendência de inovação no setor de alimentos, com startups brasileiras buscando espaço em um mercado global em expansão. Se regulamentada, a proteína de insetos pode chegar a supermercados e restaurantes, incluindo os de Goiânia, como opção funcional e ecológica.

A autorização para consumo de insetos no Brasil pode transformar o agronegócio goiano, oferecendo uma opção sustentável e economicamente viável para produtores e consumidores.

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