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Brasil

Incêndios no norte do Mato Grosso agravam crise respiratória e paralisam atividades econômicas

Fumaça densa lota unidades de saúde e interrompe transporte de cargas na região produtora de grãos

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Redação Biscoitei
14 de agosto de 2026, 10:30 2 min de leitura
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Moradores do norte mato-grossense enfrentam onda de queimadas que intensificou internações por doenças respiratórias e bloqueou rodovias essenciais para o escoamento da safra. A fumaça reduz a visibilidade a poucos metros em trechos da BR-163 e força o fechamento temporário de escolas e comércios em municípios como Colniza e Aripuanã.

Segundo reportagem do G1, a concentração de material particulado no ar superou níveis considerados seguros pela Organização Mundial da Saúde, levando hospitais da região a ampliar leitos de emergência para atender crianças e idosos com crises de asma e bronquite. Profissionais de saúde relatam aumento de 40% na procura por inalação e medicamentos para controle de sintomas nas últimas duas semanas.

O setor produtivo contabiliza prejuízos com a paralisação do fluxo de caminhões nas principais rotas de escoamento de soja e milho. Empresas de logística estimam atraso de até dez dias na entrega de cargas, o que impacta contratos de exportação e eleva custos de armazenagem. Produtores rurais também reportam perdas em pastagens e cercas, além do risco direto às cabeças de gado.

O fenômeno se repete anualmente no período seco, mas a extensão das frentes de fogo neste ano supera a média histórica dos últimos cinco anos, segundo monitoramento por satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Equipes do Corpo de Bombeiros e brigadistas voluntários atuam em turnos contínuos, porém a combinação de vento forte, umidade baixa e terreno de difícil acesso limita o combate terrestre.

Especialistas em gestão de risco alertam que a falta de planos de contingência integrados entre municípios agrava a exposição da população. A ausência de sistemas de alerta precoce baseados em dados meteorológicos em tempo real impede evacuações preventivas e a realocação de recursos antes que o fogo atinja áreas habitadas.

A escalada dos incêndios no norte do Mato Grosso revela a urgência de investimentos em prevenção integrada e infraestrutura de resposta para proteger a saúde pública e a economia regional.

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