Incêndios florestais de grandes proporções atingem o sul da França e o norte da Espanha, obrigando autoridades a retirar cerca de 300 mil moradores e turistas de áreas de risco. O avanço das chamas, impulsionado por temperaturas elevadas e ventos fortes, mobiliza efetivos de emergência nos dois países.
Segundo reportagem do G1, os focos mais críticos concentram-se em regiões de mata mediterrânea próximas à fronteira entre os dois países, onde o terreno acidentado dificulta o acesso de brigadas terrestres e aeronaves. A evacuação envolve municípios inteiros, campings e áreas residenciais, com abrigos temporários montados em ginásios e centros comunitários.
Condições meteorológicas adversas mantêm o alerta máximo. Termômetros acima de 40 graus, umidade relativa do ar abaixo de 20% e rajadas de vento acima de 60 km/h criam cenário propício para reignição de focos já controlados. Corpos de bombeiros de França e Espanha atuam em conjunto, com apoio de meios aéreos da União Europeia via mecanismo de proteção civil.
O impacto atinge também a infraestrutura: rodovias principais foram interditadas, linhas de trem suspensas e o fornecimento de energia elétrica interrompido em dezenas de localidades. O setor turístico, em plena alta temporada, registra cancelamentos em massa nas costas do Mediterrâneo e nos Pirineus.
Especialistas ouvidos por veículos europeus associam a intensidade do episódio à combinação de seca prolongada e ondas de calor mais frequentes, padrão consistente com projeções climáticas para o sul do continente. A temporada de incêndios de 2026 já supera a média histórica de área queimada em ambos os países antes mesmo de agosto.
A situação permanece crítica nos próximos dias, com previsão de tempo seco e ventoso. A prioridade das autoridades é proteger vidas e garantir que a logística de evacuação não colapse sob a escala do deslocamento.