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Brasil

Incêndio atinge reserva extrativista no Pará e seca impede chegada de socorro

Fogo consumiu seis casas e plantações na Riozinho do Anfrísio; comunidades tentam conter chamas sem apoio externo

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Redação Biscoitei
13 de outubro de 2026, 20:00 2 min de leitura
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Incêndio atinge reserva extrativista no Pará e seca impede chegada de socorro
Foto: Reprodução/og:image

Incêndio que dura três dias na Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, no Pará, já destruiu seis casas, plantações e áreas de floresta. A estiagem na região impede a chegada de equipes de combate e de suprimentos às comunidades, que passaram a organizar a própria defesa contra o fogo.

O foco foi identificado em 7 de outubro por satélites do INPE, e o Instituto Socioambiental (ISA) confirmou a extensão dos danos em boletim divulgado na segunda-feira (12). Segundo reportagem do G1, a reserva abriga populações tradicionais que dependem da coleta de castanha e da pesca, atividades agora ameaçadas pela perda de área verde.

A estiagem prolongada baixou o nível dos rios que cortam a unidade de conservação, tornando inviável o transporte de equipamentos e água por via fluvial, principal meio de acesso à área. Brigadistas do governo estadual e voluntários enfrentam trajetos de horas a pé para alcançar os pontos de calor.

Moradores relataram ao ISA que improvisaram aceiros e usam bombas costais para proteger os barracos restantes, mas a fumaça densa compromete a visibilidade e a saúde. O episódio reforça a vulnerabilidade de territórios extrativistas diante de eventos climáticos extremos, que se tornam mais frequentes na Amazônia.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam que a falta de planos de contingência específicos para reservas extrativistas atrasa a resposta oficial e expõe lacunas na política federal de prevenção a incêndios em áreas protegidas.

Enquanto o fogo segue sem controle total, a situação expõe a urgência de integrar monitoramento por satélite, logística adaptada à seca e apoio direto às comunidades na linha de frente.

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