Na madrugada de domingo, 29 de setembro, equipes do Corpo de Bombeiros de São Paulo ainda trabalhavam para conter um incêndio que teve início na noite anterior, por volta das 22h30, em um galpão da Rua Sampaio Moreira, 162, no Brás. O local abriga uma fábrica de mesas de sinuca e foi atingido por chamas de grande intensidade. Vinte e duas equipes, totalizando 59 bombeiros, permaneceram no local até as primeiras horas da manhã, utilizando caminhões‑pipas e equipamentos especializados para o resfriamento da área. Não houve registro de feridos segundo o último boletim da corporação.
A região do Brás concentra diversos estabelecimentos têxteis e de confecções, o que elevou o risco de propagação do fogo para os comércios vizinhos. As primeiras equipes chegaram poucos minutos após o acionamento e iniciaram imediatamente o resfriamento do entorno. Apesar da violência das chamas, o Corpo de Bombeiros informou que o incêndio ficou sob controle ainda na madrugada, embora o perímetro tenha permanecido isolado para perícia e vistoria estrutural.
Especialistas ouvidos pela reportagem ressaltaram que episódios como este evidenciam a necessidade de revisão das normas de segurança industrial, sobretudo em armazéns com grande quantidade de materiais inflamáveis. Eles apontaram que, em Goiás, zonas industriais como as de Anápolis e Aparecida de Goiânia apresentam perfil semelhante, com fábricas de móveis e depósitos de tecidos, o que pode demandar inspeções mais rigorosas e treinamentos periódicos de brigadas de incêndio. A defesa civil goiana já recomenda tais capacitações para empresas desses setores. Comerciantes do Brás manifestaram preocupação com possíveis danos colaterais ao estoque de tecidos armazenado nas proximidades. O episódio serve de alerta para gestores de fábricas em Goiás, que podem avaliar a adequação de sistemas de hidrantes e alarmes em suas instalações. A prefeitura de Goiânia, por meio da secretaria de Indústria e Comércio, colocou‑se à disposição para apoiar ações de prevenção, reforçando que investir em segurança e planos de emergência eficazes é essencial para evitar prejuízos materiais, mesmo quando não há vítimas.
Fonte: G1 – Corpo de Bombeiros de SP.