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Brasil

Incêndio ameaça Parque Estadual da Serra Dourada há quatro dias

Bombeiros e produtores rurais combatem chamas que avançam sobre vegetação nativa; biodiversidade e economia local preocupam

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Redação Biscoitei
25 de agosto de 2026, 22:30 2 min de leitura
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Incêndio ameaça Parque Estadual da Serra Dourada há quatro dias
Foto: Reprodução/og:image

Um incêndio que já dura quatro dias ameaça o Parque Estadual da Serra Dourada, unidade de conservação no interior de Goiás. A frente de chamas avança sobre área de vegetação nativa e mobiliza duas frentes de combate: equipes do Corpo de Bombeiros e produtores rurais da região. O fogo ainda não atingiu os limites do parque, mas a proximidade preocupa autoridades ambientais.

Segundo reportagem do G1, o incêndio começou em área particular próxima ao parque e, impulsionado pelo tempo seco e ventos, ganhou proporções que exigiram resposta conjunta. Os bombeiros atuam na contenção direta das chamas, enquanto fazendeiros e trabalhadores rurais abrem aceiros e utilizam equipamentos próprios para criar barreiras. A operação conta com apoio de aeronaves em pontos de difícil acesso.

O Parque Estadual da Serra Dourada abriga espécies do Cerrado ameaçadas de extinção, como o lobo-guará e a arara-canindé, além de nascentes que abastecem municípios vizinhos. Técnicos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) monitoram a evolução do fogo e avaliam danos à fauna e à flora. A fumaça já afeta a qualidade do ar em cidades da região, com relatos de aumento de atendimentos respiratórios em unidades de saúde.

Incêndios de grande porte tornaram-se recorrentes no Cerrado goiano durante o período de estiagem. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que Goiás registrou aumento de focos de calor nos últimos três anos, com picos entre agosto e outubro. Especialistas apontam que a combinação de mudança climática, expansão agropecuária sem manejo adequado e fiscalização insuficiente cria cenário propício a episódios como o atual.

Para a economia local, o risco atinge diretamente a pecuária e a agricultura familiar, bases produtivas de municípios como Mossâmedes, Buriti de Goiás e Israelândia. Produtores relatam perdas de pastagem e cercas, além do temor de que o fogo alcance lavouras de soja e milho em fase de preparo. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) informou que fará levantamento de prejuízos assim que o incêndio for controlado.

O controle total das chamas ainda não tem prazo definido, e a prioridade permanece impedir a entrada do fogo na unidade de conservação. A situação reforça a necessidade de planos de prevenção integrados entre poder público, proprietários rurais e comunidades do entorno.

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