O primeiro debate do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) foi transmitido pela Band no domingo (18) e recebeu cobertura ampla da imprensa estrangeira, que enfatizou o tom agressivo do confronto. Veículos como Le Monde, Reuters e AFP usaram adjetivos como caótico e tenso para descrever o encontro.
Segundo reportagem do G1, o agregador de pesquisas da BBC News Brasil indica empate técnico entre os dois candidatos a sete dias da votação final, cenário que amplia a importância de cada aparição televisiva. A versão em inglês do jornal francês Le Monde dedicou espaço ao episódio, ressaltando a troca de acusações pessoais e a falta de propostas concretas.
A Reuters observou que o debate refletiu a polarização extrema do eleitorado brasileiro, com interrupções constantes e pouca discussão sobre economia ou políticas públicas. A AFP destacou que o formato de confronto direto, sem mediação forte, favoreceu o embate retórico em detrimento do aprofundamento programático.
Analistas ouvidos pela imprensa internacional avaliam que o desempenho de ambos pode ter efeito limitado na mudança de votos, dado o alto grau de cristalização das preferências. O foco em ataques pessoais, em vez de comparação de gestões, foi apontado como oportunidade perdida para o eleitor indeciso.
A repercussão externa reforça a percepção de que a reta final da disputa presidencial segue marcada pelo confronto de narrativas mais do que pela apresentação de alternativas de governo.