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Brasil

Igrejas de Ribeirão Preto adiam missas por causa do jogo do Brasil; em Goiânia, nada foi registrado

Enquanto paróquias de SP ajustam horários para fiéis acompanharem a seleção, capital goiana mantém rotina religiosa inalterada

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Redação Biscoitei
03 de julho de 2026, 22:48 2 min de leitura
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Igrejas de Ribeirão Preto adiam missas por causa do jogo do Brasil; em Goiânia, nada foi registrado
Foto: Reprodução/og:image

Na manhã de 5 de maio de 2024, diversas igrejas de Ribeirão Preto, em São Paulo, alteraram ou cancelaram missas da tarde para permitir que fiéis acompanhassem o jogo da seleção brasileira contra a Noruega, marcado para as 17h. A Catedral Metropolitana adiou a celebração para as 19h, enquanto outras paróquias anteciparam ou suspenderam programas religiosos, tudo por iniciativa local.

A decisão foi tomada pelas próprias comunidades, sem orientação da Arquidiocese de Ribeirão Preto, em resposta ao entusiasmo popular pela Copa do Mundo. A movimentação reflete uma prática crescente em cidades onde o futebol se tornou parte da vida cotidiana, até mesmo nos espaços sagrados. A Catedral de São Sebastião, por exemplo, optou por postergar a missa das 17h para as 19h, garantindo que os fiéis pudessem assistir ao jogo sem conflito.

Segundo o G1, outras igrejas da cidade optaram por antecipar celebrações para antes das 17h ou suspender atividades como grupos de oração e encontros de catequese. A medida, embora não oficializada pela hierarquia eclesiástica, foi amplamente aceita pelos padres e fiéis, que viram no gesto uma forma de respeitar a paixão coletiva pelo time nacional. O fenômeno não é novo, mas ganhou força com a retomada das competições internacionais.

Em cidades com forte tradição católica, como Ribeirão Preto, a interseção entre fé e futebol já foi observada em edições anteriores da Copa. Em 2018, por exemplo, igrejas em outras regiões do país também ajustaram horários, mas sempre de forma autônoma. O que diferencia a situação de 2024 é a escala e a coordenação informal entre paróquias, mostrando como a cultura popular pode moldar práticas religiosas sem ruptura com a tradição.

Em Goiânia, nenhuma paróquia registrou alteração nos horários de missas durante o jogo do Brasil. A Arquidiocese de Goiânia confirmou que não houve solicitação formal nem informal para mudança de agenda litúrgica. Embora o amor ao futebol seja intenso na capital, a tradição religiosa mantém-se mais rígida em relação à organização dos cultos, segundo fontes da Cúria Metropolitana. A ausência de ajustes sugere que, na capital goiana, os espaços de devoção ainda se mantêm separados da agenda esportiva.

A decisão das igrejas de Ribeirão Preto evidencia como a paixão pelo futebol pode influenciar práticas cotidianas, mesmo nas instituições religiosas. Em Goiânia, a manutenção dos horários tradicionais revela uma abordagem distinta, mas igualmente válida, na convivência entre fé e esporte.

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