O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) emitiu alerta na segunda-feira (6) orientando turistas e moradores de Fernando de Noronha a evitarem a proximidade com aves silvestres. A prática de alimentar os animais, comum com fragatas que recebem peixes e sardinhas, pode facilitar a transmissão de doenças entre animais e seres humanos.
Segundo reportagem do G1, o órgão classificou a alimentação de aves como crime ambiental e reforçou a necessidade de manter distância para prevenir riscos sanitários. A medida integra um panorama nacional de prevenção de zoonoses que ganha atenção após episódios recentes de doenças transmitidas por animais silvestres.
A interação próxima com aves fragatas, que se aproximam de embarcações e áreas de desembarque em busca de alimento oferecido por visitantes, é apontada como uma das principais situações de risco. O ICMBio destaca que o hábito altera o comportamento natural das espécies e aumenta a chance de contato com patógenos.
Para goianienses que planejam viagens ao litoral ou a destinos turísticos como o arquipélago pernambucano, a orientação vale como lembrete: respeitar a distância da fauna não é apenas regra de conduta, mas medida de proteção à própria saúde. A fiscalização no local foi intensificada e multas podem ser aplicadas a quem descumprir as normas.
Especialistas em saúde pública ressaltam que a prevenção de zoonoses depende da colaboração de turistas e comunidades locais. Evitar alimentar animais silvestres, não tocar em aves e denunciar situações irregulares são atitudes que reduzem a probabilidade de surtos e preservam o equilíbrio dos ecossistemas insulares.
O alerta do ICMBio reforça que a conservação e a saúde pública caminham juntas — e que a responsabilidade cabe a cada visitante.