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Brasil

Homem agride mãe e filho com autismo e destrói bancos de delegacia no litoral de SP

Caso em Peruíbe levanta debate sobre proteção de pessoas com TEA em espaços públicos, tema também relevante em Goiânia.

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Redação Biscoitei
06 de abril de 2026, 08:26 2 min de leitura
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Homem agride mãe e filho com autismo e destrói bancos de delegacia no litoral de SP

Um indivíduo de 35 anos, Fernando Medeiros dos Santos, foi detido em flagrante em Peruíbe, litoral paulista, por agredir uma mulher e seu filho diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista. Segundo a delegada Izabela Coelho, o agente, em estado de fúria, danificou os assentos da delegacia de Itanhaém após a captura. Ele enfrenta acusações de lesão corporal e dano ao patrimônio público.

O incidente de violência aconteceu na tarde de terça-feira, dia 15, em uma casa em Peruíbe. O suspeito começou uma discussão com a vítima, mulher de 42 anos, e depois atacou seu filho, que possui Transtorno do Espectro Autista. A mãe e a criança sofreram lesões leves e foram levadas para atendimento médico, enquanto o agressor foi dominado por moradores locais até a chegada das autoridades.

Levado à delegacia de Itanhaém, Fernando Medeiros demonstrou agitação intensa e, conforme testemunhas, 'perdeu o controle', quebrando os assentos do saguão. A delegada Izabela Coelho, em declarações, qualificou o episódio como um 'surto' e ressaltou que policiais militares no local conseguiram contê-lo.

A perícia foi acionada para avaliar os danos ao patrimônio público.

O caso reacende discussões sobre a segurança de pessoas com deficiência em ambientes públicos, um problema que também atinge Goiânia. Na capital goiana, a Lei nº 10.098/2000 e a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência garantem proteção, mas a implementação prática esbarra em desafios como acessibilidade e vigilância em espaços coletivos.

Especialistas apontam a necessidade de capacitação de servidores públicos e campanhas de conscientização para prevenir situações de vulnerabilidade.

Em Goiás, o Centro de Referência em Direitos Humanos e a Secretaria de Desenvolvimento Social afirmam existir programas de apoio, mas admitem que casos de violência contra pessoas com TEA ainda são subnotificados. A ausência de dados centralizados dificulta a elaboração de políticas públicas eficazes, o que reforça a importância de denúncias e do monitoramento por conselhos tutelares e ONGs locais.

O episódio ilustra a dupla face da violência: contra a integridade física e contra o patrimônio, exigindo respostas coordenadas das áreas de segurança e assistência social, tanto em São Paulo quanto em Goiânia.

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