O helicóptero que transportava o cantor sertanejo Rick, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares e o piloto desapareceu na tarde de segunda-feira (21) em área de serra de Santa Catarina. A Agência Nacional de Aviação Civil confirmou que a aeronave possui situação regular e certificado de operação vigente até agosto de 2027.
Segundo reportagem do G1, o voo era particular e partiu com destino a uma propriedade rural quando perdeu contato com o controle de tráfego. Equipes do Corpo de Bombeiros, da Força Aérea Brasileira e da Polícia Civil atuam nas buscas, concentradas em região de mata densa e difícil acesso.
A certificação válida indica que a aeronave cumpria os requisitos de aeronavegabilidade e manutenção previstos na legislação brasileira. Isso inclui inspeções periódicas obrigatórias, revisão de componentes críticos e comprovação de capacidade operacional do operador — exigências que valem para todo táxi aéreo e aviação geral no país.
Especialistas em segurança de voo ouvidos pela imprensa nacional explicam que a regularidade documental não elimina riscos inerentes a voos em áreas serranas, onde mudanças bruscas de tempo, nebulosidade baixa e terreno acidentado exigem experiência específica do piloto e planejamento rigoroso.
As investigações iniciais devem analisar o plano de voo apresentado, as condições meteorológicas no momento da partida e o histórico de manutenção da aeronave. A Anac acompanha o caso e poderá solicitar perícia técnica nos destroços, quando localizados, para determinar as causas do desaparecimento.
A regularidade da certificação traz um dado objetivo para a investigação, mas não afasta a necessidade de apurar todas as variáveis operacionais e ambientais envolvidas no voo.