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Brasil

Hana Ghassan assume governo do Pará após Helder Barbalho se afastar para 2026

Vice-governadora completará mandato até 2026; transmissão ocorreu em Belém e levanta debate sobre sucessões no Brasil.

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Redação Biscoitei
02 de abril de 2026, 22:08 2 min de leitura
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Hana Ghassan assume governo do Pará após Helder Barbalho se afastar para 2026

Em 2 de maio de 2024, Hana Ghassan (MDB) assumiu a governadoria do Pará após Helder Barbalho se afastar para disputar as eleições de 2026. A posse ocorreu no Hangar, em Belém, e Barbalho cumpriu a regra de desincompatibilização eleitoral. Hana Ghassan completará o mandato até 2026, e a cerimônia contou com autoridades e representantes da sociedade civil.

Hana Ghassan, que exercia a vice-governadoria desde 2019, tornou-se a primeira mulher a assumir o governo do estado em caráter permanente, considerando que anteriormente outras vice-governadoras haviam assumido interinamente. Barbalho, por sua vez, se afastou conforme determina a Lei de Inelegibilidades, visando sua candidatura em 2026. Segundo o G1, a nova governadora herdará a gestão de um estado com desafios como o desenvolvimento sustentável da Amazônia e a infraestrutura regional.

Barbalho, em seu discurso, destacou a continuidade administrativa e a confiança em Hana Ghassan para manter as políticas públicas em andamento. A vice-governadora, em sua fala, prometeu seguir a mesma linha de governo e convocou união dos poderes. A situação do Pará reflete um padrão observado em outros estados brasileiros, onde vice-governadores assumem quando os titulares se desincompatibilizam. Em Goiás, por exemplo, o governador Ronaldo Caiado também enfrentará o mesmo processo em 2026, o que tem gerado debates sobre a preparação de sucessores e a representatividade de gênero nos cargos executivos.

Especialistas apontam que tais transições podem fortalecer a experiência administrativa dos vice, mas também expõem fragilidades na continuidade de projetos de longo prazo. A ascensão de Hana Ghassan ocorre em um momento em que as mulheres ainda são minoritárias nos governos estaduais do Brasil. Dos 26 estados e do Distrito Federal, apenas uma pequena parcela tem governadoras titulares. Sua assume no Pará pode servir como precedente para maior inclusão feminina na política regional.

Além disso, a aplicação da desincompatibilização reforça o princípio da igualdade na disputa eleitoral, evitando o uso de máquina pública em campanhas. Com a transição, o Pará entra em nova fase administrativa com Hana Ghassan, antecedendo o pleito de 2026.

O caso também ilustra como as regras eleitorais moldam as sucessões estaduais e chama atenção para a diversidade de gênero nos altos cargos do país.

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