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Brasil

Hamas condiciona desarmamento em Gaza a exigências próprias após anúncio de Trump

Grupo palestino impõe requisitos para aderir a plano divulgado em janeiro; implementação segue incerta

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Redação Biscoitei
01 de agosto de 2026, 11:00 2 min de leitura
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Hamas condiciona desarmamento em Gaza a exigências próprias após anúncio de Trump
Foto: Reprodução/og:image

O Hamas apresentou condições para aderir ao plano de desarmamento na Faixa de Gaza anunciado pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no fim de janeiro. O acordo entre o grupo palestino e Israel foi divulgado após encontro entre Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca. Desde o anúncio, a viabilidade da implementação tem sido questionada.

Segundo reportagem do G1, o Hamas não aceitou o plano de forma automática e estabeleceu contrapartidas para iniciar qualquer processo de entrega de armas. O grupo exige garantias de cessar-fogo permanente, retirada total de forças israelenses do enclave e a libertação de prisioneiros palestinos como pré-requisitos.

O encontro entre Netanyahu e Trump ocorreu em 31 de janeiro, quando ambos classificaram o entendimento como um passo histórico. No entanto, analistas ouvidos pela imprensa internacional apontam que a ausência de cronograma detalhado e de mecanismos de verificação enfraquece a execução prática do acordo.

A Faixa de Gaza vive ciclos de confronto e negociação desde 2007, quando o Hamas assumiu o controle do território. Acordos anteriores mediados por Egito, Catar e Estados Unidos colapsaram diante de desconfiança mútua, violações de trégua e divergências sobre o destino dos reféns e a reconstrução civil.

A posição do Hamas reforça a dificuldade de transformar declarações políticas em medidas concretas no terreno. Enquanto as partes mantêm exigências opostas, a população civil segue exposta a restrições de movimento, escassez de serviços básicos e risco de novos confrontos.

A imposição de condições pelo Hamas mostra que o caminho para o desarmamento depende de negociação direta sobre questões centrais do conflito, não apenas de anúncios diplomáticos.

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