A banda Guns N' Roses anunciou sua turnê 'We're F'N' Back!' no Brasil para 2025, com nove shows agendados entre outubro e novembro. A lista de cidades, divulgada pela produção, inclui capitais e grandes centros, mas exclui Goiânia, refletindo um padrão de grandes turnês internacionais que priorizam o eixo Sul-Sudeste.
A turnê marca o retorno da banda ao país após passagem no primeiro semestre de 2025, quando visitou cinco cidades. A segunda leva inclui apresentações solo e uma participação em festival, com destaque para o show no Allianz Parque, em São Paulo, em outubro. A formação atual mantém os membros clássicos Axl Rose (vocal), Slash (guitarra solo) e Duff McKagan (baixo), além de Richard Fortus (guitarra rítmica), Frank Ferrer (bateria), Dizzy Reed e Melissa Reese (teclados).
Segundo o G1, as datas e locais exatos foram divulgados pela produção e abrangem capitais como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre, além de outras grandes cidades. A programação se estende de outubro a novembro, com ingressos previstos para venda em breve. A banda, que lançou a turnê 'We're F'N' Back!' em 2021, tem como foco rever o repertório clássico do hard rock.
Historicamente, grandes turnês internacionais no Brasil têm concentrado suas paradas no eixo Sul-Sudeste, onde estão os principais estádios e casas de shows com capacidade para grandes públicos. O Centro-Oeste, apesar de ter uma cena rock ativa, frequentemente é negligenciado devido a questões de logística e infraestrutura. Goiânia, por exemplo, já recebeu shows de bandas renomadas, mas raramente é incluída em roteiros de turnês globais de grande porte.
A ausência de Goiânia na lista de 2025 reacende o debate sobre a necessidade de investimentos em infraestrutura cultural na região. Para o goianiense, isso significa dependência de viagens para outras cidades para acompanhar grandes espetáculos. Especialistas apontam que a demanda por rock na capital é significativa, mas falta venues adequados e apoio institucional para atrair produtores internacionais.
A exclusão da capital goiana evidencia desigualdades no acesso a eventos culturais de nível internacional no Brasil. Para que Goiânia seja incluída em futuras turnês, é essencial o desenvolvimento de infraestrutura e políticas públicas voltadas ao setor.