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Brasil

Greve na Transwolff paralisa zona sul de SP por 10 horas e afeta 260 mil passageiros

Operação foi normalizada gradualmente a partir das 13h50, segundo a Prefeitura de São Paulo

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Redação Biscoitei
19 de outubro de 2026, 19:00 2 min de leitura
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Greve na Transwolff paralisa zona sul de SP por 10 horas e afeta 260 mil passageiros
Foto: Reprodução/og:image

Funcionários da Transwolff cruzaram os braços na manhã desta segunda-feira (19), interrompendo o serviço de linhas que atendem principalmente a zona sul da capital paulista. A paralisação durou quase dez horas e deixou cerca de 260 mil usuários sem transporte, forçando a busca por alternativas de deslocamento.

A greve começou nas primeiras horas do dia e atingiu corredores importantes da região, como os terminais Santo Amaro e Capelinha. Passageiros relataram superlotação em estações de metrô próximas e dificuldade para acessar aplicativos de transporte por conta da alta demanda.

Segundo reportagem do G1, a Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito informou que a frota começou a retornar às ruas por volta das 13h50, com previsão de normalização total ao longo da tarde. A pasta não detalhou os motivos reivindicados pela categoria, mas confirmou que não houve registro de violência nos piquetes.

A Transwolff opera cerca de 180 linhas na zona sul, sob concessão da SPTrans. Paralisações na empresa ocorreram em outros momentos recentes, geralmente ligadas a atrasos no pagamento de vale-alimentação, plano de saúde ou reajuste salarial. O sindicato da categoria não havia se manifestado oficialmente até a publicação desta matéria.

Especialistas em mobilidade urbana apontam que a recorrência de greves no sistema de ônibus paulistano expõe a fragilidade do modelo de concessão atual, que transfere o risco operacional às empresas sem garantir contrapartidas estáveis para os trabalhadores. A prefeitura estuda novo edital de licitação para 2025.

O serviço foi totalmente restabelecido no fim da tarde, mas o episódio reforça a necessidade de mecanismos de mediação mais ágeis para evitar que a população pague o preço de disputas trabalhistas.

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