Professores da rede municipal de Curitiba encerraram a greve iniciada na manhã de 8 de abril e retomaram as aulas nesta quinta (9), após acordo firmado em assembleia com a prefeitura.
Segundo o Sismmac, a decisão foi tomada na noite de 8 de abril, quando representantes dos sindicatos Sismmac e Sismuc aprovaram um pacto que inclui reajuste salarial de 6% e a criação de um programa de melhoria das condições de trabalho nas escolas. O documento ainda não foi divulgado, mas a secretaria de Educação confirmou a suspensão da paralisação.
A greve havia interrompido as atividades em 216 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e deixado cerca de 30 mil alunos sem aula. O impacto foi sentido principalmente nas regiões Norte e Sul da cidade, onde a demanda por vagas é maior.
O episódio de Curitiba ecoa movimentos recentes em outras capitais. Em Goiânia, por exemplo, a prefeitura anunciou subsídio de até R$ 40 mil para habitação, enquanto sindicatos locais pressionam por reajustes salariais semelhantes, demonstrando uma tendência de fortalecimento das reivindicações docentes no Centro‑Oeste.
Especialistas apontam que a negociação direta entre sindicatos e poder público, como ocorreu em Curitiba, tende a gerar acordos mais rápidos. Contudo, alertam que a falta de transparência nos termos pode gerar novas mobilizações se as promessas não forem cumpridas, como já observado em negociações educacionais em Goiás, onde projetos de investimento ainda estão em fase de discussão.