O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, anunciou na quinta-feira (23) novas tarifas sobre produtos brasileiros. A medida provocou reações imediatas de representantes da indústria e do governo federal, que avaliam os impactos sobre o comércio bilateral.
O anúncio ocorreu enquanto o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, participava de uma reunião com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Segundo reportagem do G1, a notícia chegou durante o encontro e alterou a pauta das discussões.
Alban classificou a medida como preocupante e defendeu diálogo diplomático para reverter a decisão. O ministério informou que está monitorando a situação e que deve apresentar posicionamento oficial nos próximos dias, após análise técnica das listas tarifárias.
As tarifas atingem setores sensíveis da pauta exportadora brasileira, com destaque para commodities agrícolas. Soja e carne estão entre os produtos que podem sofrer perda de competitividade no mercado americano, principal destino de parte dessas exportações.
O Brasil exportou mais de 30 bilhões de dólares em produtos para os Estados Unidos no ano passado. Qualquer barreira adicional tende a pressionar cadeias produtivas que dependem do acesso ao mercado norte-americano, especialmente no agronegócio.
A indústria brasileira pressiona por resposta rápida do Itamaraty, enquanto o governo avalia medidas de reciprocidade e canais de negociação para minimizar prejuízos.