O governo dos Estados Unidos formalizou contrato para fabricação acelerada de centenas de mísseis Tomahawk, com aporte de US$ 23 bilhões. A medida responde à escassez de munição ofensiva e defensiva gerada pela guerra contra o Irã, iniciada em março deste ano.
A produção dos novos vetores começou logo após o início do confronto no Oriente Médio, segundo reportagem do G1. O Pentágono não divulgou a localização das fábricas que ficarão responsáveis pela montagem dos equipamentos.
O Tomahawk é um míssil de cruzeiro de longo alcance utilizado pela Marinha americana em operações estratégicas. O conflito com Teerã elevou o ritmo de disparos a patamares que superaram a capacidade de reposição dos arsenais existentes.
Analistas militares apontam que o volume do investimento sinaliza preparação para cenários de confronto prolongado. A encomenda inclui versões atualizadas do projétil, com maior precisão e alcance estendido.
A corrida por rearmamento também envolve aliados da Otan, que revisaram seus próprios planos de aquisição diante do consumo acelerado de munição de precisão nos últimos meses.
O pacote de US$ 23 bilhões reflete a pressão logística imposta por conflitos de alta intensidade e deve manter a indústria de defesa americana em ritmo máximo nos próximos anos.