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Brasil

Governo reduz geração hidrelétrica para enfrentar El Niño no segundo semestre

Medida visa armazenar água nos reservatórios do Sistema Interligado e garantir abastecimento diante de possíveis secas

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Redação Biscoitei
07 de agosto de 2026, 19:00 2 min de leitura
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Governo reduz geração hidrelétrica para enfrentar El Niño no segundo semestre
Foto: Reprodução/og:image

O governo federal determinou a redução da geração das usinas hidrelétricas para elevar o nível dos reservatórios e reforçar a segurança hídrica do sistema elétrico diante do El Niño previsto para o segundo semestre. A decisão envolve Ministério de Minas e Energia, ONS e Aneel, e busca evitar riscos de desabastecimento caso o fenômeno intensifique secas nas regiões produtoras de energia.

A estratégia consiste em despachar menos energia hidráulica agora para acumular água nas barragens, recorrendo a outras fontes, sobretudo termelétricas a gás natural, para suprir a demanda imediata. Segundo reportagem do G1, o Operador Nacional do Sistema Elétrico já ajustou a programação da geração para os próximos meses.

O acionamento de usinas termelétricas eleva o custo marginal de operação do sistema, o que pode se refletir nas bandeiras tarifárias e, consequentemente, na conta de luz de consumidores residenciais e industriais. A Aneel acompanha a evolução dos reservatórios para definir se haverá necessidade de acionar bandeiras amarela ou vermelha.

Episódios anteriores de El Niño, como os de 2015 e 2023, provocaram queda acentuada nas chuvas sobre o Sudeste e o Centro-Oeste, reduzindo afluências aos principais reservatórios do país. A antecipação da gestão hídrica busca evitar repetição do racionamento de 2001, quando o nível dos lagos chegou a patamares críticos.

Em Goiás, reservatórios como Serra da Mesa, Cana Brava e São Salvador compõem o Sistema Interligado Nacional e respondem por fatia relevante da geração hidráulica do Centro-Oeste. A redução do despacho nessas usinas preserva volume para o período seco, mas exige coordenação com as termelétricas goianas, como a UTE Anápolis, para manter a oferta local estável.

A medida antecipa um cenário de chuvas abaixo da média e testa a capacidade do setor de equilibrar segurança de suprimento e modicidade tarifária nos próximos meses.

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