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Goiás

Governo de Goiás reforça combate a incêndios com El Niño intenso

Estratégia ampliada prevê mais monitoramento e equipes preparadas para seca severa

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Redação Biscoitei
28 de julho de 2026, 18:30 2 min de leitura
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O Governo de Goiás anunciou o fortalecimento da estrutura de prevenção e combate a incêndios florestais em resposta ao fenômeno El Niño classificado como intenso pelo Instituto Nacional de Meteorologia. A medida amplia a capacidade operacional do Corpo de Bombeiros e intensifica o monitoramento de áreas de risco em todo o estado.

Segundo reportagem do Diário da Manhã, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD) coordena as ações conjuntas com o Corpo de Bombeiros para reduzir o tempo de resposta aos focos de calor. O plano inclui aquisição de equipamentos, ampliação de brigadas e uso de tecnologia de satélite para detecção precoce.

O alerta do INMET indica que o El Niño deve prolongar o período seco e elevar as temperaturas acima da média histórica, condições que favorecem a propagação rápida do fogo em vegetação nativa e pastagens. Em 2024, o estado registrou aumento expressivo de focos de incêndio entre junho e outubro, o que motivou a antecipação das medidas para este ano.

A fumaça das queimadas afeta diretamente a qualidade do ar na região metropolitana de Goiânia, aumentando atendimentos por problemas respiratórios nas unidades de saúde. A SEMAD informou que o monitoramento da qualidade do ar será integrado ao sistema de alerta, permitindo emitir avisos à população quando os índices de poluição superarem os limites seguros.

O investimento adicional vem do Fundo Estadual de Meio Ambiente e contempla a manutenção de aeronaves para combate aéreo, a abertura de aceiros em unidades de conservação e campanhas educativas em propriedades rurais. A expectativa do governo é conter os incêndios nos primeiros 30 minutos após a detecção, meta que exige presença física das equipes nas áreas mais vulneráveis.

A estratégia reforçada busca evitar a repetição dos cenários críticos dos últimos anos, quando a fumaça cobriu a capital por semanas e pressionou o sistema de saúde. A eficácia das medidas dependerá da coordenação entre órgãos estaduais e da adesão dos proprietários rurais às práticas de prevenção.

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