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Política

Governo corre contra o tempo para salvar MP do Frete sob risco de paralisação

Tabela de frete mínimo e multas a descumpridores são os eixos da medida que tenta evitar nova parada do setor

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Redação Biscoitei
13 de julho de 2026, 21:57 2 min de leitura
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Governo corre contra o tempo para salvar MP do Frete sob risco de paralisação
Foto: Reprodução/og:image

O governo federal articula os últimos esforços para preservar a Medida Provisória do Frete antes do prazo final de vigência, em meio ao crescente risco de uma paralisação dos caminhoneiros. A proposta centra sua força na obrigatoriedade do cumprimento da tabela de frete mínimo e na aplicação de punições a empresas que desrespeitarem os valores estabelecidos. O objetivo central da norma é regular as relações de trabalho no transporte de cargas em todo o território nacional.

O endurecimento das regras visa conter uma prática antiga no setor, em que embarcadores e transportadoras pressionam os motoristas autônomos a aceitar valores abaixo do piso legal para manter a operação rodoviária. A Medida Provisória propõe mecanismos de fiscalização mais efetivos e prevê sanções administrativas para quem descumprir a tabela, retirando do caminhoneiro o ônus de negociar sozinho contra grandes empresas.

Segundo reportagem do Jornal Opção, a corrida do governo para aprovar o texto antes do esgotamento do prazo legislativo responde diretamente ao clima de insatisfação nas rodovias, com sindicatos e associações de categoria sinalizando que a parada pode ocorrer caso a fiscalização do frete mínimo não saia do papel. A pressão por uma solução definitiva colocou o tema entre as prioridades imediatas da pasta responsável pelo setor.

A tabela do frete mínimo funciona como um piso de referência calculado por trajeto e tipo de carga, mas sua aplicação tem sido sistematicamente burlada na prática. Sem instrumentos de cobrança eficazes, o motorista acaba absorvendo os custos de combustível, pedágio e manutenção com uma remuneração aquém do estabelecido, o que alimenta o discurso das entidades de classe por medidas punitivas mais severas.

Para um estado com forte vocação agroindustrial e logística como Goiás, a instabilidade no transporte de cargas tem peso direto na economia. O fluxo de escoamento da produção e o abastecimento dos centros urbanos goianos dependem majoritariamente do modal rodoviário, o que torna qualquer interrupção nas estradas um fator de risco imediato para o comércio regional e para a cadeia produtiva do interior.

A aprovação da MP do Frete no prazo e com poder de fiscalização real é o termômetro que vai definir se o setor entra em paralisação ou ganha um novo marco regulatório. O desfecho legislativo nas próximas semanas terá impacto direto no custo do transporte e na segurança das rotas logísticas pelo país.

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