Em movimento inesperado, o governador João Azevêdo (Cidadania) realizou uma ampla reforma administrativa na Paraíba, com exonerações em massa que incluem secretários de Estado, o procurador-geral e o comandante da Polícia Militar. As mudanças, publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE-PB) nesta quinta-feira (2), não apresentam justificativas. Wilson Filho (Educação) e Rosália Lucas (Turismo e Desenvolvimento Econômico) estão entre os demitidos. A ação atinge ao menos quatro pastas, cúpula da Procuradoria-Geral e o comando da segurança pública. Os atos, assinados pelo governador, já estão em vigor, mas a falta de explicações oficiais alimenta especulações sobre os motivos da reforma.
Conforme o G1, as exonerações alcançam também as secretarias de Infraestrutura e de Desenvolvimento Humano.
A reportagem apurou que os substitutos ainda não foram nomeados.
Reformas no secretariado são comuns no início ou em meados de mandatos, mas a falta de transparência sobre os critérios pode gerar questionamentos. Em Goiás, o governador Ronaldo Caiado também realizou mudanças recentes, como a troca na Secretaria de Educação em 2023, o que coloca em debate a frequência e os impactos dessas alterações na gestão pública estadual.
Trocas de equipe podem representar tanto uma reestruturação administrativa quanto ajustes políticos. A continuidade de políticas públicas pode ser afetada quando há substituições de quadros técnicos, mas também há espaço para renovação de ideias. A nova configuração do governo paraibano deve ser anunciada nos próximos dias. As exonerações na Paraíba ilustram como a administração estadual lida com a renovação de cargos-chave e o equilíbrio entre eficiência e articulação política.