O Ministério da Agricultura prorrogou por 180 dias a emergência zoossanitária para gripe aviária no Brasil, afetando diretamente Goiás, segundo o G1. A decisão, anunciada em 26 de outubro, é preventiva e busca conter a circulação de uma variante mais letal do vírus H5N1 em aves silvestres.
Goiás, um dos maiores produtores avícolas do país, enfrenta o desafio de reforçar medidas de biossegurança em suas granjas. O estado é o segundo maior produtor de ovos e um dos principais em corte de frango, o que torna a prorrogação uma preocupação significativa para o setor, conforme dados do G1.
Os criadores goianos já adotam protocolos rigorosos, como controle de acesso e desinfecção de veículos, para prevenir a entrada do vírus. A vigilância ativa é essencial, e o Mapa recomenda a notificação imediata de qualquer suspeita, o que tem levado a investimentos em treinamentos e equipamentos de proteção.
A prorrogação pode impactar os custos de produção e, eventualmente, os preços ao consumidor. Especialistas indicam que, se houver redução na oferta de aves, os preços da carne de frango e dos ovos podem subir no mercado goiano, segundo o G1. No entanto, até o momento, não há indícios de escassez, e o setor busca manter a normalidade produtiva.
Esta não é a primeira emergência zoossanitária enfrentada pelo Brasil. Em 2022, surtos em aves silvestres já haviam levado à ativação de planos de contingência. A diferença agora é a circulação de uma cepa mais patogênica, exigindo maior precaução, especialmente em estados como Goiás, que possui uma robusta cadeia produtiva.