O Goiás Esporte Clube divulgou comunicado oficial na noite desta quinta-feira (23) atribuindo à empresa terceirizada que gerencia os bares do Estádio da Serrinha a responsabilidade pelo desabastecimento de bebidas e alimentos durante o confronto contra o Sport, pela Série B. A partida terminou empatada em 1 a 1, mas a experiência nas arquibancadas ficou marcada pela falta de itens básicos.
Segundo reportagem do Mais Goiás, a diretoria esmeraldina informou que notificará a prestadora de serviços para que apresente explicações formais e adote providências imediatas. O clube afirmou que o contrato prevê metas de abastecimento e que o ocorrido configura descumprimento das cláusulas acordadas.
Torcedores presentes no estádio relataram nas redes sociais que as filas se formaram ainda no primeiro tempo e que, no intervalo, diversos pontos de venda já exibiam prateleiras vazias. Além de cerveja, faltaram água, refrigerantes e lanches como pastéis e cachorros-quentes — itens de maior procura nos dias de jogo.
A administração do estádio informou que a operação de bares é feita por empresa especializada contratada via licitação, cabendo ao Goiás a fiscalização do cumprimento do edital. O clube adiantou que, caso a falha se repita na próxima partida como mandante, acionará as penalidades contratuais, que incluem multa e possibilidade de rescisão.
Episódios semelhantes já haviam sido registrados em jogos anteriores da temporada, embora em escala menor. A recorrência do problema levou a diretoria a incluir no planejamento para o segundo semestre a revisão do modelo de gestão dos pontos de venda, com estudo de alternativas que garantam maior controle sobre o estoque e a reposição em tempo real.
A cobrança pública expõe a fragilidade de um modelo que terceiriza a receita de matchday sem garantir a experiência do torcedor. A resposta da empresa e as medidas adotadas nos próximos jogos definirão se o problema será contornado ou se tornará crônico na Serrinha.