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Goiânia

Goiânia registra 195 mil atendimentos a população de rua em dois anos

Dados municipais mostram demanda por acolhimento; secretaria não detalha distribuição mensal dos serviços

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Redação Biscoitei
22 de agosto de 2026, 14:00 2 min de leitura
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Goiânia registra 195 mil atendimentos a população de rua em dois anos
Reprodução/web

Goiânia contabilizou 195 mil atendimentos a pessoas em situação de rua nos últimos dois anos, segundo levantamento de serviços municipais de assistência social e saúde. O volume revela a pressão sobre a rede de acolhimento da capital, embora a prefeitura não tenha divulgado o recorte mensal ou anual dos números.

Os números foram compilados a partir de registros da Secretaria Municipal de Assistência Social e de unidades de saúde que atendem o público em vulnerabilidade habitacional. Cada atendimento contabilizado pode envolver desde abordagem de rua e encaminhamento a abrigos até consultas médicas e emissão de documentos.

Segundo reportagem do Diário da Manhã, a gestão municipal não apresentou a distribuição temporal dos 195 mil registros, o que dificulta avaliar se a demanda cresceu ou se manteve estável no biênio. A pasta informou apenas o total agregado, sem discriminar quais programas — como o Consultório na Rua, os Centros POP ou os abrigos noturnos — concentraram a maior parte das ações.

A ausência de dados desagregados impede comparar o esforço de assistência emergencial com investimentos em moradia definitiva, eixo considerado essencial para romper o ciclo de rua. O Plano Municipal de Habitação de Interesse Social prevê a entrega de unidades habitacionais voltadas a essa população, mas o ritmo de execução não foi detalhado em resposta ao veículo.

Trabalhadores sociais ouvidos pela reportagem apontam que a alta rotatividade nos abrigos e a falta de vagas em serviços de saúde mental e dependência química fazem com que uma mesma pessoa seja atendida múltiplas vezes, inflando o contador sem necessariamente indicar reinserção. A prefeitura afirma que estuda ampliar o número de vagas em acolhimento institucional ainda este ano.

O volume de 195 mil atendimentos expõe a dimensão do desafio habitacional em Goiânia e a necessidade de dados transparentes para orientar políticas que vão além do socorro imediato.

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