Goiânia está elaborando o novo Plano Decenal da Educação, com metas ambiciosas para universalizar o acesso às creches e expandir o ensino integral nas escolas municipais até 2034. A proposta busca garantir vaga para todas as crianças de 0 a 5 anos e elevar a taxa de alfabetização plena para 95% até os 7 anos, conforme indicadores do Censo Escolar de 2023.
O plano, conduzido pela Comissão Gestora da Secretaria Municipal de Educação (SME), prevê a construção de novas unidades e a reforma de unidades existentes para ampliar a capacidade de atendimento. A meta de 100% de cobertura em creches representa um salto significativo em relação aos dados atuais, que ainda deixam milhares de crianças sem vaga, especialmente em regiões de maior vulnerabilidade social.
Segundo o Jornal Opção, famílias de bairros como Jardim Guanabara e Vila Nova enfrentam filas de espera de até dois anos para conseguir uma vaga em creche municipal. A nova estratégia busca reduzir essa desigualdade por meio de investimentos direcionados e cronogramas de construção priorizando áreas com maior déficit, conforme mapeamento da SME.
Além da expansão das creches, o plano prevê elevar de 20% para 50% o número de alunos em ensino integral nas escolas municipais — uma mudança que impactaria diretamente a jornada escolar de mais de 60 mil crianças. A medida também está alinhada ao objetivo de melhorar os índices do Ideb, que apontam avanços, mas ainda abaixo da meta nacional para a educação infantil.
A meta de 95% de alfabetização plena até os 7 anos, inspirada nos resultados do Censo Escolar de 2023, exigirá reforço na formação de professores e adoção de metodologias pedagógicas mais eficazes. A Lei Municipal nº 10.543/2022 já estabelece diretrizes para isso, mas a execução efetiva depende de recursos e infraestrutura, pontos que ainda precisam ser consolidados no novo plano.
Com o novo Plano Decenal, Goiânia tem a oportunidade de transformar a educação infantil em um direito real e igualitário. A efetividade das metas dependerá da capacidade de investimento e da priorização das regiões mais necessitadas.