Um grupo de arquitetas de Goiânia criou a primeira cooperativa do Brasil voltada exclusivamente para mulheres da área. A iniciativa, anunciada recentemente, visa unir profissionais para oferecer serviços completos e ganhar espaço em um mercado ainda predominantemente masculino. A cooperativa deve operar com modelo colaborativo, compartilhando custos e projetos.
A fundação da cooperativa marca um passo importante para a valorização das arquitetas no cenário nacional. Com sede em Goiânia, o grupo reúne profissionais com experiência em projetos residenciais, comerciais e urbanísticos. A ideia é criar uma estrutura que permita às associadas atuar de forma independente, mas com o suporte coletivo de uma cooperativa.
Segundo o Google News Goiânia, a iniciativa conta com o apoio de entidades como o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU/GO) e a Prefeitura de Goiânia. Fontes consultadas indicam que a formalização está em fase avançada, com reuniões na secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico. A secretaria de Mulheres também teria demonstrado interesse em integrar a cooperativa a programas de incentivo ao empreendedorismo feminino.
A arquitetura brasileira ainda apresenta baixa representatividade feminina, mas Goiânia tem se destacado pelo crescimento de escritórios liderados por mulheres. Em outras cidades do Centro-Oeste, como Brasília e Cuiabá, existem redes de arquitetas, mas nenhuma cooperativa formalizada até agora. A iniciativa goianiense pode, portanto, servir como referência para outras regiões.
Para o mercado local, a cooperativa chega em um momento de expansão imobiliária na capital, com novos lançamentos no Setor Marista, Jardim Goiás e no entorno do Parque Flamboyant. A união de arquitetas pode trazer uma abordagem mais diversificada aos projetos, atendendo a uma demanda crescente por soluções criativas e sustentáveis. Além disso, reforça a imagem de Goiânia como cidade inovadora em questões de gênero e economia criativa.
A primeira cooperativa de arquitetas do Brasil não apenas fortalece as profissionais goianenses, mas também aponta para uma transformação no setor de arquitetura, onde a colaboração entre mulheres pode se tornar modelo nacional.