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Brasil

Gilberto Gil se despede, Alceu Valença faz 80 anos e Bienal debate cidades: Goiânia em evidência com série do césio-137

Enquanto São Paulo celebra música e arquitetura, capital goiana é destaque com documentário sobre acidente radiológico e procissão religiosa

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Redação Biscoitei
30 de março de 2026, 02:34 3 min de leitura
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Gilberto Gil se despede, Alceu Valença faz 80 anos e Bienal debate cidades: Goiânia em evidência com série do césio-137

Gilberto Gil encerra sua turnê de despedida "Tempo Rei" com dois shows no Allianz Parque, São Paulo, nos dias 5 e 6 de outubro. O artista, uma das figuras mais influentes da música brasileira, será acompanhado por familiares, incluindo a neta Flor Gil, o trio Gilsons e a nora Mãeana, em uma celebração que promete marcar a história. Paralelamente, Alceu Valença comemora seus 80 anos com um espetáculo especial no Parque Villa-Lobos, revisitando cinco décadas de carreira. Ambos os eventos destacam a potência cultural brasileira, enquanto a 11ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo abre no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, com debates sobre sustentabilidade e inovação urbana.

Segundo a assessoria de Gilberto Gil, a turnê "Tempo Rei" simboliza uma despedida calculada dos palcos após uma trajetória que misturou samba, rock e elementos da cultura afro-brasileira. A presença da família no palco reforça o legado multigeracional do artista, que influenciou gerações de músicos. Já Alceu Valença, em show anunciado pela organização do evento, promete um repertório que abrange desde os sucessos dos anos 1970 até composições recentes, celebrando não apenas sua idade, mas a vitalidade de sua obra. As apresentações em São Paulo atraem públicos de diversas regiões, incluindo muitos goianos, evidenciando a penetração desses artistas no estado.

A Bienal de Arquitetura, por sua vez, aborda temas como mobilidade, espaços públicos e resiliência urbana, segundo os curadores. A exposição propõe soluções para cidades contemporâneas, com projetos que priorizam a sustentabilidade. Essas discussões ganham relevância para Goiânia, que enfrenta desafios de expansão e planejamento. A capital goiana, conhecida por seu traçado radial e crescimento acelerado, pode se beneficiar das reflexões apresentadas, especialmente após eventos históricos que marcaram sua trajetória urbana.

Enquanto isso, Goiânia surge no cenário nacional com a série documental sobre o acidente radiológico do césio-137, ocorrido em 1987. A produção, disponível na Netflix, ocupa o primeiro lugar na plataforma e relembra a tragédia que contaminou dezenas de pessoas e expôs falhas na gestão de riscos urbanos. Segundo reportagem do Estado de Minas, a série traz depoimentos de vítimas e análises sobre as consequências duradouras do acidente, que ainda ecoam na memória coletiva. Esse evento histórico ressoa diretamente com os temas da Bienal, como a importância do planejamento preventivo e da transparência na administração pública.

Além da série, Goiânia viveu recentemente uma procissão de Domingo de Ramos que percorreu ruas do centro, destacando a fé católica e as tradições religiosas locais. O evento, coberto pelo maisgoias.com.br, reforça a diversidade cultural da cidade, que convive com sua história complexa e expressões contemporâneas. Essa dualidade entre memória e modernidade se reflete nos debates arquitetônicos da Bienal, sugerindo que lições do passado, como a do césio-137, podem informar o futuro das cidades. Assim, enquanto São Paulo celebra a música baiana e discute arquitetura, Goiânia afirma sua identidade através de fatos que transitam entre o religioso, o histórico e o midiático.

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