O garçom Francisco do Carmo, morador de Goiânia, completou mais de 17 corridas de rua desde que um exame de rotina revelou placas de gordura nas artérias. A recomendação médica para começar a correr, há cerca de 15 anos, virou estilo de vida e o levou a uma das provas mais tradicionais do país.
O diagnóstico veio durante um check-up comum, sem sintomas prévios. O cardiologista foi direto: a atividade física era indispensável para evitar agravamento. Francisco aceitou o desafio no mesmo dia, calçou um tênis velho e saiu para a primeira caminhada que, semanas depois, virou trote contínuo.
Segundo reportagem do Jornal Opção, a estreia em provas oficiais aconteceu em uma corrida de 5 km no Parque Flamboyant. Daquela largada até a São Silvestre de 2023, ele acumulou medalhas, criou laços com outros corredores goianos e passou a ser reconhecido nos treinos matinais pelo setor Oeste.
A rotina de trabalho noturno em restaurante exige disciplina dobrada. Francisco acorda antes das 5h para treinar, ajusta a alimentação nos intervalos de turno e usa os dias de folga para longões de 18 a 21 km. O corpo respondeu: exames recentes mostram artérias limpas e frequência cardíaca de atleta amador.
Além da saúde, o esporte abriu portas sociais. Ele integra um grupo de corrida que se encontra às terças e quintas na Praça do Sol, onde divide dicas de hidratação e pace com iniciantes. Dois colegas de profissão já seguiram o exemplo e estrearam em provas de 10 km no último semestre.
A história de Francisco mostra como um alerta médico pode virar ponto de partida para uma vida mais longa e ativa, inspirando quem convive com a rotina pesada do setor de serviços.