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Brasil

Garça 'Gilda' vira atração diária em pousada às margens do Lago de Furnas

Encontro às 8h com peixe na mão em Três Pontas (MG) inspira discussão sobre convivência com fauna em represas, como a Serra da Mesa, em Goiás.

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Redação Biscoitei
06 de abril de 2026, 04:27 2 min de leitura
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Garça 'Gilda' vira atração diária em pousada às margens do Lago de Furnas

Em Três Pontas, no sul de Minas, a garça Gilda virou atração matinal em pousada do distrito de Pontalete, às águas do Lago de Furnas. Pontualmente às 8h, ela pousa na varanda e recebe pedaços de peixe da dona do estabelecimento, um hábito que intriga hóspedes e especialistas.

A pousada, situada em uma região de grande beleza cênica, viu na garça um elemento que cativa hóspedes. A ave, aparentemente acostumada à presença humana, pousa na grade da varanda e espera calmamente a oferta de peixe, sem demonstrar agressividade.

A interação, que ocorre pontualmente às 8h, já se tornou um ritual que muitos hóspedes agendam para presenciar. Segundo o G1, a reportagem do Sul de Minas registrou o comportamento e conversou com a proprietária, que prefere não se identificar. Ela contou que começou a oferecer pequenos pedaços de peixe após observar a garça voando próximo ao lago, e a ave passou a retornar diariamente.

Especialistas em fauna alertam que, embora a interação pareça inofensiva, alimentar animais silvestres pode causar dependência e alterar padrões migratórios. O caso de Gilda não é isolado. Em represas do Centro-Oeste, como o Lago de Serra da Mesa, em Goiás, turistas também relatam aproximações com garças e outras aves.

Essas interações têm levantado debates sobre o papel do ecoturismo na conservação e na promoção de uma convivência respeitosa com a fauna local. Para especialistas, a experiência de Gilda pode servir de exemplo para políticas públicas de turismo sustentável em Goiás, onde represas são atrações importantes. A ideia é que seja possível oferecer aos visitantes momentos de contato com a natureza sem comprometer a saúde dos animais ou o equilíbrio ecológico.

O episódio de Gilda reforça a urgência de políticas de educação ambiental e regulamentação do contato com animais silvestres, de modo que o turismo possa coexistir com a preservação.

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