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Brasil

Furto de bilhete da Mega-Sena de R$ 29 milhões levanta alerta sobre segurança em lotéricas de Goiânia

Caso em Mato Grosso expõe falhas na guarda de apostas premiadas; em Goiás, mais de 1.200 lotéricas operam sem padrões uniformes de segurança

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Redação Biscoitei
06 de julho de 2026, 01:34 2 min de leitura
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Furto de bilhete da Mega-Sena de R$ 29 milhões levanta alerta sobre segurança em lotéricas de Goiânia
Foto: Reprodução/og:image

Um bilhete da Mega-Sena premiado com R$ 29 milhões foi registrado em uma lotérica em Sinop (MT), mas supostamente retirado por um casal sem autorização no dia seguinte ao sorteio. A situação, que gerou inquérito policial, revela vulnerabilidades na guarda de bilhetes premiados — prática comum também em lotéricas de Goiânia, onde a falta de normas padronizadas preocupa autoridades e jogadores.

Segundo o G1, imagens de câmeras de segurança mostram o momento exato em que o bilhete foi registrado na lotérica e, no dia seguinte, um casal que havia comprado outros bilhetes acessou o cofre onde o prêmio estava armazenado, retirando-o sem autorização. A empresa afirmou que o cofre teria sido aberto por meio de falha de segurança ou acesso não autorizado, mas não conseguiu comprovar que o bilhete estava devidamente lacrado ou sob supervisão contínua.

O caso despertou preocupação em Goiás, onde mais de 1.200 lotéricas operam sob a fiscalização da Caixa Econômica Federal, mas sem obrigatoriedade de protocolos uniformes para armazenamento de apostas premiadas. Em muitos pontos de venda, bilhetes de alto valor são guardados em cofres internos, muitas vezes sem vigilância 24h ou registro de acesso, o que facilita eventuais fraudes ou furtos.

Conforme apurou o G1, esse tipo de incidente já ocorreu em outros estados, como no Paraná e em São Paulo, mas raramente resulta em condenações — a maioria dos casos termina sem identificação dos envolvidos ou por falta de provas. A Caixa não exige que as lotéricas usem sistemas de rastreamento digital ou câmeras com gravação contínua dos cofres, deixando a segurança a critério de cada estabelecimento.

Em Goiânia, onde o jogo é um dos mais populares do Centro-Oeste, jogadores frequentemente deixam bilhetes nas lotéricas para conferência, sem saber se estão realmente protegidos. Especialistas em segurança pública alertam que, sem regulamentação estadual ou federal mais rígida, o risco de perda de prêmios por negligência ou furto permanece alto, especialmente em cidades com grande fluxo de apostadores.

O caso de Sinop serve como alerta para que jogadores e autoridades repensem os protocolos de segurança nas lotéricas. Em Goiás, onde o jogo é parte da rotina de milhares, a ausência de normas claras pode transformar um sonho em pesadelo.

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