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Brasil

Fugitivo do Espírito Santo é preso em Porto Seguro após ameaçar ex-companheira

Casos como este reforçam a necessidade de cooperação entre estados para evitar novas fugas e violência doméstica

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Redação Biscoitei
07 de julho de 2026, 01:18 2 min de leitura
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Fugitivo do Espírito Santo é preso em Porto Seguro após ameaçar ex-companheira
Foto: Reprodução/og:image

Um homem de 26 anos, fugitivo do sistema prisional do Espírito Santo, foi preso na segunda-feira, 6 de maio, em Porto Seguro, na Bahia, após ameaçar sua ex-companheira de 30 anos. A prisão ocorreu em área turística movimentada, durante a alta temporada, quando moradores acionaram a polícia após o suspeito invadir imóveis para fugir.

Segundo o G1, o suspeito tinha mandado de prisão em aberto por crime de ameaça e fuga da unidade prisional no Espírito Santo. Ao ser abordado pela Polícia Civil da Bahia, ele tentou escapar invadindo casas e se escondendo em locais movimentados, o que gerou pânico entre turistas e moradores locais. A operação contou com apoio de equipes de patrulhamento turístico, que atuaram rapidamente para conter a situação.

A prisão em um destino turístico como Porto Seguro destaca a dificuldade de rastrear fugitivos em áreas de grande fluxo de pessoas. Conforme apurou o G1, a rede de vigilância entre estados ainda é fragmentada, e muitos mandados não são atualizados em tempo real nos sistemas de inteligência policial. Isso permite que criminosos se desloquem livremente entre regiões, especialmente durante períodos de alta temporada, quando a atenção das forças de segurança se volta para o turismo.

Em Goiânia, casos semelhantes já ocorreram. Em 2023, um acusado de ameaça à ex-companheira foi preso no Jardim Botânico após invadir uma residência — o mesmo padrão de comportamento observado no caso da Bahia. A violência doméstica e as fugas de presos são problemas interligados, que exigem respostas integradas entre polícias civis, judiciário e sistemas prisionais. Em Goiás, a Secretaria de Segurança Pública já registrou aumento de 18% nos casos de ameaça a mulheres em 2024, em comparação com o ano anterior.

A cooperação entre estados ainda depende de comunicação manual e de relatórios físicos, o que atrasa a identificação de fugitivos em territórios diferentes. Especialistas apontam que a integração dos bancos de dados estaduais — como o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública — poderia reduzir em até 40% os casos de fugas bem-sucedidas. Ainda assim, a falta de investimento em tecnologia e treinamento contínuo mantém a rede vulnerável.

A prisão em Porto Seguro é um exemplo da necessidade urgente de modernizar a cooperação policial entre os estados. Sem integração eficaz, fugitivos continuarão a se mover livremente, colocando em risco comunidades inteiras.

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