Um sistema de ar polar intenso se expande pelo Brasil, trazendo frio recorde para o Sul e chegando ao Sudeste neste sábado, com risco de geada em áreas elevadas. Em Goiás, a massa de ar frio já reduziu as temperaturas e deve manter o clima seco e mais ameno até o início da próxima semana.
Segundo o G1, a frente fria associada a uma massa de ar polar é a mais forte do ano, com temperaturas previstas abaixo de 5°C em partes do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em cidades como São Joaquim e Urupema, a geada é esperada com intensidade, prejudicando lavouras e aumentando a demanda por aquecimento residencial. No Sudeste, Minas Gerais e São Paulo também registram quedas expressivas, com mínimas em torno de 8°C em algumas regiões.
Em Goiânia, a queda de temperatura foi percebida desde quinta-feira, com a mínima prevista para sábado de 12°C — a mais baixa do mês. A umidade relativa do ar cai para níveis críticos, abaixo de 30%, o que aumenta o risco de queimaduras nas vias respiratórias e incêndios florestais. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta para todo o Estado, recomendando hidratação e uso de umidificadores.
Este fenômeno climático ocorre em um contexto de mudanças sazonais mais extremas, conforme apurou o G1, e se soma a uma série de eventos meteorológicos incomuns no Centro-Oeste nos últimos anos. Em 2023, Goiás registrou a menor temperatura da década em setembro, e a repetição de frios intensos em julho reforça a necessidade de adaptação de políticas públicas em saúde e agricultura.
Em Goiás, a intensificação do frio impacta diretamente a população de rua e os pequenos agricultores, que já enfrentam dificuldades com a seca prolongada. Organizações sociais na capital relatam aumento de atendimentos em abrigos e a necessidade de distribuição de roupas e cobertores. O governo estadual anunciou a ampliação de pontos de acolhimento temporário, mas especialistas apontam que a estrutura ainda é insuficiente para a demanda crescente.
A chegada de uma massa de ar polar de intensidade rara para a região central do Brasil exige atenção imediata das autoridades e da população. O frio não é apenas um incômodo climático — é um desafio de saúde pública e segurança social.