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Brasil

França anuncia reforço de fronteiras após chegada de marroquinos a Ceuta

Itália invoca Schengen e Suécia critica gestão espanhola; episódio reacende tensão migratória na Europa

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Redação Biscoitei
31 de julho de 2026, 11:02 2 min de leitura
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França anuncia reforço de fronteiras após chegada de marroquinos a Ceuta
Foto: Reprodução/og:image

A França vai reforçar o controle nas fronteiras em resposta à chegada de centenas de migrantes marroquinos à cidade espanhola de Ceuta, no norte da África. O anúncio foi feito pelo ministro do Interior, Laurent Nuñez, enquanto Itália e Suécia reagiram com cobranças e críticas à condução do fluxo por Madri.

Imagens de pessoas a nado tentando alcançar o enclave espanhol circularam na quinta-feira (30) e provocaram reações imediatas de governos europeus. Segundo reportagem do G1, o episódio reacendeu o debate sobre a pressão migratória na fronteira sul do continente.

Nuñez disse que Paris adotará medidas adicionais de vigilância para impedir entradas irregulares. A Itália, por sua vez, lembrou que o espaço Schengen prevê responsabilidade compartilhada e cobrou solidariedade dos parceiros. A Suécia foi mais dura: acusou a Espanha de falta de controle e alertou para o risco de efeito dominó nas políticas de asilo.

Ceuta e Melilla, os dois territórios espanhóis no continente africano, são há décadas pontos de tensão migratória. Marrocos usa periodicamente o fluxo de pessoas como instrumento de pressão diplomática, especialmente em disputas sobre o Saara Ocidental. A onda atual ocorre em meio a negociações tensas entre Rabat e Bruxelas sobre acordos de pesca e ajuda ao desenvolvimento.

A Comissão Europeia acompanha a situação e deve se pronunciar nos próximos dias. Países do sul do bloco defendem revisão do pacto de migração e asilo, enquanto membros do norte resistem a cotas obrigatórias de realocação. O impasse mantém a fronteira externa sob pressão constante.

A escalada em Ceuta expõe a fragilidade de uma resposta europeia unificada e antecipa novo round de negociações sobre quem acolhe e quem financia a gestão das fronteiras externas.

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