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Brasil

Foto oficial da Noruega na Copa 2022 foi feita em vila viking — e Goiás tem suas próprias raízes

Enquanto a seleção nórdica celebra seus ancestrais em Gudvangen, goianienses refletem sobre os símbolos culturais que definem sua identidade

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Redação Biscoitei
05 de julho de 2026, 04:40 2 min de leitura
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Foto oficial da Noruega na Copa 2022 foi feita em vila viking — e Goiás tem suas próprias raízes
Foto: Reprodução/og:image

A seleção da Noruega fez sua foto oficial da Copa do Mundo de 2022 na vila de Gudvangen, um pequeno povoado no sudoeste do país, conhecido por sua preservação da herança viking. O local, com apenas 200 habitantes, foi escolhido não por conveniência logística, mas por seu poder simbólico, ligado à identidade nórdica.

Gudvangen, situada no fim do Braço de Fjord Nærøy, é um dos poucos lugares onde tradições vikings ainda são vivas na arquitetura, nos costumes e na paisagem abrupta. A escolha do local pela equipe norueguesa foi um ato deliberado de reafirmação cultural, conforme apurou o G1. A imagem, divulgada pela FIFA, tornou-se um ícone da campanha da seleção, que buscou se diferenciar das narrativas convencionais da Copa.

A conexão entre esporte e identidade ancestral não é exclusividade da Noruega. Em Goiás, as raízes culturais se manifestam nas tradições dos tropeiros, nos rituais indígenas e na arquitetura das cidades históricas como Goiás Velho. Enquanto os vikings são símbolos de exploração e resistência no norte da Europa, os tropeiros e povos originários representam, no Centro-Oeste, a mesma força de superação e adaptação ao território.

Segundo o G1, a escolha de Gudvangen foi parte de uma série de reportagens da Globo que exploravam como a seleção norueguesa usa sua história para construir identidade no esporte. No Brasil, embora menos divulgadas, há iniciativas locais que buscam resgatar memórias como as das rotas de tropeirismo e as festas indígenas em comunidades de Goiás — mas ainda sem o mesmo alcance midiático.

Em Goiânia, onde a modernidade e o crescimento urbano dominam o cenário, há um movimento crescente entre artistas, historiadores e jovens de buscar essas raízes como contraponto à homogeneização cultural. Grupos de teatro, museus comunitários e projetos de educação patrimonial começam a transformar essas memórias em símbolos visíveis — da mesma forma que a Noruega fez com os vikings.

A foto da Noruega em Gudvangen lembra que o esporte pode ser mais que competição: é um espelho da identidade. Em Goiás, a busca por reconhecer seus próprios símbolos ancestrais é um passo essencial para construir um futuro que não ignore seu passado.

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