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Brasil

Fortuna de Trump cresce bilhões na presidência; Brasil tem regras, mas falta fiscalização

Enquanto EUA permitem acumulo de riqueza por presidentes, no Brasil, leis proíbem conflitos, mas não são efetivas — e Goiás reflete o mesmo problema

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Redação Biscoitei
07 de julho de 2026, 06:32 2 min de leitura
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Fortuna de Trump cresce bilhões na presidência; Brasil tem regras, mas falta fiscalização
Foto: Reprodução/og:image

Donald Trump registrou aumento de mais de US$ 2 bilhões em sua fortuna em 2024, após retornar à presidência dos Estados Unidos, segundo declaração financeira divulgada em abril de 2025. O crescimento foi impulsionado por negócios ligados à sua marca, reacendendo o debate sobre conflitos de interesses em cargos públicos. No Brasil, embora a Constituição proíba tais conflitos, a ausência de fiscalização eficaz deixa brechas semelhantes.

Nos Estados Unidos, embora existam regras éticas para funcionários públicos, o presidente não é obrigado a vender seus ativos — apenas a declará-los. Isso permite que Trump continue a lucrar com hotéis, resorts e licenciamentos de sua marca, mesmo enquanto ocupa o cargo mais alto do país. A legislação norte-americana confia na transparência como mecanismo de controle, mas não impõe separação real entre poder e interesses privados.

Segundo o G1, no Brasil, a Constituição Federal proíbe expressamente que autoridades públicas exerçam atividades que possam gerar benefício pessoal, exigindo afastamento de negócios privados durante o mandato. No entanto, a fiscalização é frágil: não há órgão independente com poder de investigar ou punir presidentes em exercício, e as declarações de patrimônio são frequentemente incompletas ou não verificadas.

O cenário brasileiro reflete uma contradição institucional: leis rigorosas na teoria, mas ausência de mecanismos práticos de controle. Em Goiás, empresários que assumem cargos públicos — como prefeitos e deputados — também declaram fortunas crescentes durante os mandatos, sem que haja investigações sistemáticas sobre a origem desses ganhos ou se há vínculo com decisões administrativas.

Em Goiânia, por exemplo, alguns prefeitos e vereadores com vínculos a construtoras, redes de saúde e agronegócios registraram aumento expressivo em seus patrimônios entre 2021 e 2024, conforme dados do Portal da Transparência do Congresso Nacional. Apesar da obrigação legal de afastamento, a falta de transparência e de punição efetiva permite que conflitos de interesses se mantenham ocultos, semelhante ao modelo norte-americano que Trump exemplifica.

A acumulação de riqueza por líderes em exercício revela falhas estruturais tanto nos EUA quanto no Brasil. Sem fiscalização real, as leis éticas tornam-se meras declarações de intenção — e o cidadão permanece à mercê de interesses privados disfarçados de poder público.

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