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Brasil

Folclore goiano vive na cozinha, no linguajar e nos gestos do dia a dia

Tradições como pequi, pamonha e expressões regionais mostram como a cultura popular se mantém viva fora dos palcos

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Redação Biscoitei
29 de julho de 2026, 11:30 2 min de leitura
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Folclore goiano vive na cozinha, no linguajar e nos gestos do dia a dia
Foto: Reprodução/og:image

O folclore brasileiro não se restringe a festivais e apresentações de palco. Em Goiânia, ele está presente no preparo do arroz com pequi, na pamonha feita em casa, no sotaque carregado de expressões do cerrado e nos gestos que passam de geração em geração sem que ninguém perceba.

A constatação parte do que se vê no Festival do Folclore de Olímpia, no interior de São Paulo, onde danças, músicas e trajes coloridos celebram manifestações tradicionais de todo o país. Segundo reportagem do G1, o evento expõe a diversidade cultural brasileira, mas pesquisadores apontam que a força real dessas tradições está na repetição cotidiana, longe dos holofotes.

Na capital goiana, a culinária é um dos territórios mais visíveis dessa herança. O pequi, fruto símbolo do cerrado, tempera pratos que vão do arroz ao frango, enquanto a pamonha — doce ou salgada, embrulhada na palha — mantém o ritual de preparo coletivo que une famílias nos fins de semana. São receitas transmitidas oralmente, sem medida exata, ajustadas ao gosto de cada casa.

O linguajar segue o mesmo caminho. Expressões como "dar uma voltinha", "estar com a corda toda" ou "ficar de molho" ganham matizes locais quando misturadas ao sotaque arrastado do Centro-Oeste. Gestos como bater palma para chamar atenção ou estalar os dedos ao contar causos completam um repertório que não está em dicionários, mas dita a comunicação informal nas ruas, feiras e rodas de conversa.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mapeia essas manifestações no Censo de manifestações culturais, confirmando que Goiás concentra um acervo vasto de saberes tradicionais. A Prefeitura de Olímpia, por sua vez, mantém o festival como vitrine nacional, mas especialistas ouvidos pela Folha de S.Paulo defendem que a salvaguarda efetiva ocorre quando comunidades reconhecem e praticam seu próprio patrimônio no cotidiano.

Enquanto palcos exibem o folclore como espetáculo, é na panela, na prosa e no gesto repetido que ele se renova a cada dia, mantendo viva a identidade cultural goiana.

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