O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) constava como filiado ao partido Missão no sistema do Tribunal Superior Eleitoral na quinta-feira, 13 de julho, o que bloqueou o registro de sua candidatura à Presidência da República. A mudança retirou o parlamentar da lista de filiados ao PL.
Segundo reportagem do Diário da Manhã, a alteração no cadastro eleitoral impediu que o senador formalizasse a chapa presidencial dentro do prazo legal. O PL acionou a Justiça Eleitoral para reverter a situação e aponta indícios de fraude na modificação do registro partidário.
A direção nacional do PL informou que vai apresentar representação criminal para apurar quem teve acesso ao sistema do TSE e realizou a troca de filiação sem autorização do senador. O partido sustenta que Flávio Bolsonaro permanece filiado à legenda e que a mudança não reflete a vontade do parlamentar.
O partido Missão, antigo PMN, não se manifestou publicamente sobre o caso até o momento. A legislação eleitoral exige que o candidato esteja filiado à legenda pela qual concorre pelo menos seis meses antes do pleito, o que torna a regularização do registro urgente para viabilizar a candidatura.
O episódio levanta questionamentos sobre a segurança dos sistemas de filiação partidária da Justiça Eleitoral e pode motivar mudanças nos procedimentos de verificação e auditoria dos cadastros nos próximos meses.
A definição do caso pelo TSE será decisiva para confirmar ou impedir a participação do senador na disputa presidencial de outubro.