O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, em Fortaleza, no dia 10 de maio de 2024, que o governo federal estaria utilizando a Polícia Federal para perseguir políticos da oposição de direita e interferir no processo eleitoral. A declaração foi feita durante evento de pré-candidatura no Ceará, sem apresentar provas concretas, mas reforçando narrativas já consolidadas por aliados desde 2022.
Segundo o G1, Bolsonaro repetiu o discurso de que a PF seria usada como instrumento político contra figuras ligadas ao bolsonarismo, incluindo investigações que resultaram em prisões e cassações. A acusação ocorre em contexto de intensificação da campanha eleitoral prévia às eleições de 2026, quando a confiança nas instituições federais será decisiva para o eleitorado.
Conforme apurou o G1, a narrativa de perseguição política pela PF já foi utilizada por outros aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas nunca comprovada judicialmente. Em Goiás, operações como a Lava Jato e investigações da PF impactaram diretamente políticos locais, como o ex-governador Marconi Perillo, gerando questionamentos sobre a neutralidade das forças de segurança no estado.
De acordo com G1, a acusação de Flávio Bolsonaro ocorre em um cenário de crescente polarização e desconfiança nas instituições. Enquanto governistas defendem a atuação da PF como legítima e independente, críticos apontam para a repetição de discursos que buscam deslegitimar investigações que afetam a ala de direita.
Para o eleitor goianiense, essas acusações reforçam o clima de incerteza sobre a imparcialidade das instituições federais antes das eleições de 2026. A atuação da PF em casos locais, como os envolvendo ex-governadores e parlamentares, já gerou debates sobre o limite entre combate à corrupção e perseguição política — um tema que pode influenciar o voto em escala regional.
As declarações de Flávio Bolsonaro refletem uma estratégia política que busca minar a credibilidade das instituições federais, enquanto em Goiás, o legado de operações da PF continua a moldar a percepção do eleitor sobre justiça e poder.