A segunda edição do Festival Colettiva Preta começa neste sábado em Goiânia com três dias de programação gratuita que mistura shows, exposições visuais e rodas de conversa. O evento ocupa diferentes pontos da capital até segunda-feira com foco na criação artística de pessoas negras do Centro-Oeste.
A grade reúne nomes da música independente, coletivos de artes visuais e pesquisadores que debatem temas como ancestralidade, mercado cultural e memória. Segundo reportagem do enquantoissoemgoias.com, a curadoria priorizou artistas com trajetória na região para evitar a lógica de importação de atrações de grandes centros.
Na edição de estreia, em 2024, o festival reuniu cerca de cinco mil pessoas em atividades realizadas no Centro Cultural Martim Cererê e na Praça Cívica. Organizadores estimam público maior neste ano com a ampliação para quatro palcos simultâneos e a inclusão de oficinas de formação técnica para jovens criadores.
A programação inclui ainda feira de empreendedorismo negro com expositores de moda, gastronomia e literatura. A iniciativa conta com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e de editais estaduais de fomento à diversidade cultural, o que permitiu gratuidade total das atividades.
Moradores do setor Central e de bairros vizinhos relatam expectativa pela ocupação de espaços públicos com programação que dialogue com a identidade da cidade. A movimentação deve aquecer o comércio local e reforçar a agenda cultural noturna da capital no período.
O Festival Colettiva Preta consolida-se como referência na difusão da cultura negra goiana ao unir criação artística, formação e economia criativa em um mesmo fim de semana.