Fernanda Rodrigues retorna à dramaturgia três anos após 'Fuzuê' para interpretar Beatriz, vítima de gaslighting no casamento. A atriz revelou que o filho teve reação ao ver cena romântica com o padrinho Ricardo Pereira.
Na nova novelinha original do Globoplay 'Eu Não Era Louca, Era Casada', Fernanda Rodrigues interpreta Beatriz, uma galerista bem-sucedida que sofre manipulação psicológica por parte do marido. A trama estreia nesta segunda-feira, 6 de outubro, e marca o retorno da atriz às novelas após três anos afastada, quando interpretou a vilã Luna em 'Fuzuê'. A escolha do tema reflete uma preocupação contemporânea com a saúde mental nas relações afetivas.
Durante coletiva de imprensa, a atriz comentou a curiosidade do filho ao assistir as cenas em que Beatriz vive momentos românticos com Ricardo Pereira, padrinho da criança. Fernanda relatou que a reação do menino gerou momentos de descontração no set, mas também abriu espaço para conversas sobre a divisão de papéis dentro da família e o que as crianças percebem dos conflitos conjugais, mesmo em ficção.
A novela aborda o gaslighting de forma central na dinâmica entre Beatriz e o cônjuge, mostrando sinais sutis de manipulação que isolam a vítima e minam sua confiança na própria percepção. A escolha do tema não é aleatória, segundo especialistas em relações interpessoais, e pretende iniciar diálogos sobre como identificar comportamentos abusivos que muitas vezes são naturalizados ou disfarçados como ciúme ou carinho excessivo.
A relevância do assunto se estende ao público goiano, que pode encontrar nas tramas fictícias um ponto de partida para reconhecer padrões semelhantes no próprio cotidiano. A discussão sobre identificação precoce de sinais de abuso emocional e a busca por apoio profissional são temas que ganham espaço em meio ao crescente interesse por saúde mental e bem-estar emocional na região.
A estreia de 'Eu Não Era Louca, Era Casada' chega em momento oportuno para colocar em pauta uma problemática que afeta diversas relações, usando a ficção como ponte para a conscientização e o acolhimento de quem passa por situações semelhantes.