O farmacêutico e professor Paulo Arrais divulgou alerta sobre os perigos de seguir recomendações de medicamentos e suplementos feitas por influenciadores no TikTok. A prática estimula a automedicação e o autodiagnóstico sem avaliação profissional, aumentando riscos de efeitos adversos e interações medicamentosas.
O material, reproduzido pelo G1, reúne posicionamentos do Conselho Federal de Farmácia, do Ministério da Saúde e de estudo da Anvisa sobre a influência das redes sociais no consumo de remédios sem prescrição. Arrais destaca que a popularização de ferramentas de inteligência artificial para gerar sugestões de saúde ampliou o alcance de orientações sem respaldo técnico.
A disseminação desse tipo de conteúdo cresceu nos últimos anos, impulsionada por algoritmos que priorizam engajamento em vez de segurança. Segundo o farmacêutico, vídeos curtos simplificam quadros clínicos complexos e omitem contraindicações, dosagens e tempo de tratamento adequado.
Dados da Anvisa indicam que a automedicação responde por parcela significativa das intoxicações registradas no país. O órgão reforça que apenas profissionais habilitados podem avaliar histórico do paciente, exames e possíveis interações antes de indicar qualquer substância.
Para o público de Goiânia que consome conteúdo de saúde na plataforma, a orientação é buscar referências em serviços locais — como farmácias com assistência farmacêutica, unidades de saúde da rede municipal e teleconsultas regulamentadas — antes de iniciar qualquer tratamento sugerido por criadores de conteúdo.
A checagem de fontes confiáveis e o acompanhamento profissional continuam sendo a barreira mais eficaz contra riscos evitáveis à saúde.