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Brasil

Famílias vivem 30 anos sob ponte em MT e revelam déficit habitacional no Centro-Oeste

Cenário em Várzea Grande expõe ausência de políticas públicas; Goiânia enfrenta desafio semelhante com déficit habitacional.

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Redação Biscoitei
02 de abril de 2026, 00:01 2 min de leitura
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Famílias vivem 30 anos sob ponte em MT e revelam déficit habitacional no Centro-Oeste

Aproximadamente 30 famílias vivem em habitações improvisadas sob a Ponte Júlio Müller, em Várzea Grande (MT), há cerca de 30 anos. O cenário, localizado à beira de um rio na área metropolitana da capital mato-grossense, revela o déficit habitacional e a ausência de iniciativas públicas organizadas para garantir moradia adequada no município.

As habitações, construídas com materiais reciclados como madeira e lonas, estão expostas a riscos de alagamentos e desmoronamentos, especialmente durante a época de chuvas. Os moradores, em sua maioria trabalhadores informais, relatam a falta de acesso a serviços básicos como água encanada e esgoto, além da insegurança devido à localização isolada.

Segundo o G1, repórteres do portal visitaram a área durante um mês e registraram a resistência inicial dos residentes em dialogar, o que dificultou a coleta de depoimentos. Aos poucos, com a aproximação, foi possível documentar as condições precárias e ouvir relatos sobre a longa espera por soluções habitacionais por parte do poder público.

Dados do IBGE apontam que Mato Grosso registra um déficit habitacional significativo, com populações vulneráveis concentradas em áreas de risco. A Prefeitura de Várzea Grande não se manifestou sobre ações concretas para realocação dessas famílias, segundo o G1, o que alimenta a sensação de abandono entre os moradores.

No estado de Goiás, o déficit habitacional é igualmente significativo, com destaque para Goiânia, onde comunidades em condições precárias continuam existentes mesmo com a implementação de programas habitacionais.

A experiência mato-grossense serve como alerta para a necessidade de políticas públicas mais eficazes e contínuas na região, evitando que situações similares se perpetuem por décadas. A permanência de famílias por 30 anos sob a ponte em Várzea Grande reforça a urgência de ações coordenadas para enfrentar o déficit habitacional no Centro-Oeste, com lições que podem ser aplicadas em Goiânia e outras cidades goianas.

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