O partido Reunião Nacional e seus aliados conquistaram 14 cadeiras no Senado da França nas eleições de domingo, elevando a bancada da extrema direita a um patamar inédito na história da legenda. A casa alta francesa tem 384 assentos no total.
A sigla, que se chamava Frente Nacional até 2018, estreou no Senado em 2014 com dois representantes. Em 2023, a bancada somava apenas três nomes, o que torna o salto atual um marco de expansão institucional para o grupo liderado por Marine Le Pen.
O avanço ocorre em meio a um cenário de crescimento de forças nacionalistas em vários países europeus. Segundo reportagem do G1, o resultado reforça a capacidade de mobilização do eleitorado conservador nas disputas indiretas que definem a composição do Senado.
As eleições senatoriais francesas são realizadas por um colégio eleitoral formado majoritariamente por prefeitos e vereadores. A penetração do Reunião Nacional nesse universo indica consolidação territorial além dos grandes centros urbanos.
Analistas apontam que o novo peso parlamentar pode influenciar a agenda legislativa em temas como imigração, segurança e identidade nacional, ainda que a casa alta tenha poderes limitados frente à Assembleia Nacional.
O resultado sinaliza uma transformação duradoura no equilíbrio de forças do Parlamento francês, com reflexos esperados para o debate público nos próximos anos.