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Brasil

Execução de policial no RJ expõe rede de clonagem de placas que atinge Goiás

Réus por morte de civil em Niterói também respondem por uso de placa clonada de SP; prática é comum e preocupa autoridades em todo o país.

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Redação Biscoitei
01 de abril de 2026, 23:51 2 min de leitura
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Execução de policial no RJ expõe rede de clonagem de placas que atinge Goiás

Em outubro de 2023, o assassinato do agente de polícia Carlos José Queirós Viana, em Niterói (RJ), expôs uma rede de clonagem de automóveis que atua entre estados. Os cinco acusados são julgados tanto pelo homicídio quanto pelo emprego de uma plada falsificada, originária de uma cidade do interior de São Paulo. O carro usado no crime foi localizado destruído pelo fogo.

O crime ilustra a atuação de grupos criminosos com alcance interestadual, que se valem de veículos com identificações adulteradas para a prática de delitos. A distância de mais de 350 km entre Niterói e o município paulista de origem da placa clonada aponta para uma logística complexa, que envolve o desvio ou falsificação de placas em um estado para sua aplicação em ações violentas em outro. Conforme apuração do G1, as investigações identificaram que o automóvel utilizado portava uma placa copiada de um veículo legalmente licenciado no interior de São Paulo. Essa tática é recorrente para burlar sistemas de monitoramento em rodovias e câmeras, dificultando o rastreio pelas forças de segurança. A clonagem de placas é um problema nacional que afeta a segurança pública e o trânsito. Em Goiás, por exemplo, a prática já foi alvo de operações, com carros clonados empregados em roubos, furtos de carga e outros homicídios, conforme registros históricos da polícia. No estado goiano, a polícia civil e o Detran-GO já detectaram um número considerável de veículos com placas irregulares, muitos com procedência interestadual. A apuração do caso fluminense reforça a urgência de cooperação entre as secretarias de segurança, pois o método de clonar placas em São Paulo para uso no Rio pode ter conexões com Goiânia e outras cidades goianas. Autoridades estaduais destacam a necessidade de reforçar a fiscalização, principalmente em rodovias de alto fluxo, como a BR-153, corredor que liga o Nordeste ao Centro-Oeste e é frequente para o deslocamento de automóveis clonados. A interoperabilidade de bancos de dados entre os estados é fundamental para identificar rapidamente fraudes e evitar que tais veículos voltem a ser instrumento de crimes. O homicídio do policial civil no Rio, somado à confirmação da clonagem interestadual, evidencia um fenômeno que ultrapassa divisas administrativas e demanda ações integradas das polícias de todas as unidades da federação, incluindo Goiás, para combater uma prática que alimenta a criminalidade organizada.

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