Uma investigação de acidente de trânsito no Oeste de Santa Catarina revelou um feminicídio na quinta-feira. O ex-companheiro da vítima e o ex-sogro dela admitiram ter asfixiado a mulher e forjado a colisão para encobrir o crime. Ambos foram presos em flagrante.
A Polícia Civil foi acionada para atender a ocorrência de um carro fora da pista. Durante a perícia, os agentes identificaram sinais de asfixia no corpo da motorista que não condiziam com o impacto da batida. A contradição levou os investigadores a pressionar os familiares que estavam no local.
Segundo reportagem do G1, o ex-companheiro e o pai dele acabaram confessando. Eles relataram que a mulher foi morta por asfixia antes de o veículo ser lançado na ribanceira. A motivação teria sido o fim do relacionamento e a recusa da vítima em reatar.
O caso expõe a estratégia de simular acidentes para ocultar violência doméstica letal. Peritos alertam que lesões internas, ausência de cinto de segurança e inconsistências na dinâmica do suposto acidente são indícios frequentes de encenação.
A prisão imediata dos dois homens reforça a importância da perícia técnica integrada à investigação policial. Para mulheres em situação de risco, o disque 180 e as delegacias especializadas seguem como canais de denúncia e proteção.
A elucidação rápida evita que o crime entre nas estatísticas de mortes violentas sem autoria conhecida. A justiça agora terá elementos concretos para processar os autores pelo feminicídio qualificado.