O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos removeu nesta quarta-feira o nome de Jorge Rodríguez da lista de pessoas sujeitas a sanções. Ele é irmão de Delcy Rodríguez, que se apresenta como presidente interina da Venezuela, e ocupa a presidência da Assembleia Nacional venezuelana.
A decisão foi divulgada em comunicado oficial do Tesouro americano e integra um conjunto de ajustes recentes na política de sanções contra autoridades do governo venezuelano. Segundo reportagem do G1, a medida ocorre no mesmo período em que Delcy Rodríguez participou da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde afirmou pretender promover eleições no país.
A retirada de sanções contra o presidente do legislativo venezuelano sinaliza uma abordagem seletiva de Washington, que mantém pressão sobre outros integrantes do governo de Nicolás Maduro. Analistas ouvidos pela imprensa internacional avaliam que o gesto pode abrir canal de diálogo, embora a oposição venezuelana questione a legitimidade de qualquer processo eleitoral sob as atuais condições institucionais.
No Brasil, a movimentação reacende o debate sobre a política externa em relação à crise venezuelana. O governo brasileiro tem defendido negociação mediada e eleições observadas, posição que ganha novo elemento com a flexibilização pontual dos EUA. A comunidade venezuelana residente no país acompanha os desdobramentos, mas não há dados consolidados sobre impacto direto em Goiânia.
A medida não altera as sanções que recaem sobre Maduro, ministros e militares de alta patente. O Tesouro americano reforçou que a estratégia de pressão máxima permanece em vigor para os principais responsáveis pelo que Washington classifica como erosão democrática e violações de direitos humanos na Venezuela.
A retirada de sanções contra Jorge Rodríguez representa um movimento tático dos EUA na complexa equação venezuelana, com repercussões diplomáticas que ultrapassam as fronteiras do país caribenho.