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Brasil

EUA reafirmam Doutrina Monroe: domínio nas Américas 'nunca mais será questionado'

Vídeo do Departamento de Estado revive política do século XIX em momento de reaproximação com a América Latina

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Redação Biscoitei
11 de agosto de 2026, 19:00 2 min de leitura
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EUA reafirmam Doutrina Monroe: domínio nas Américas 'nunca mais será questionado'
Foto: Reprodução/og:image

O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou vídeo institucional que resgata a Doutrina Monroe e afirma que a hegemonia americana no continente "nunca mais será questionada". A publicação ocorre enquanto Washington amplia gestos de apoio a países da região.

A Doutrina Monroe, formulada em 1823, estabelece que qualquer intervenção de potências externas nas Américas seria vista como ameaça aos Estados Unidos. O vídeo do governo americano apresenta a política como base para a segurança e a prosperidade do hemisfério, sem mencionar críticas históricas sobre seu uso para justificar intervenções militares e golpes na América Latina.

Segundo reportagem do G1, a divulgação coincide com visitas de autoridades americanas a capitais sul-americanas e anúncios de investimentos em infraestrutura e energia. Analistas ouvidos pela publicação veem na retórica um sinal de que Washington pretende manter influência decisiva sobre escolhas políticas e econômicas da região, inclusive do Brasil.

Para o Brasil, a reafirmação da doutrina levanta questões sobre autonomia em fóruns multilaterais, negociações comerciais e posicionamento em conflitos globais. O Itamaraty tem defendido uma inserção soberana e não alinhada automaticamente a nenhuma grande potência, o que pode gerar atritos se a retórica americana se traduzir em pressão concreta.

A declaração de que o domínio "nunca mais será questionado" soa como aviso a rivais geopolíticos, especialmente a China, que expande presença na América Latina por meio de investimentos e acordos comerciais. A disputa por influência no continente tende a ditar a agenda diplomática dos próximos anos.

O resgate da Doutrina Monroe sinaliza que os Estados Unidos veem a América Latina como espaço de segurança nacional, o que exige dos países da região clareza sobre os próprios interesses estratégicos.

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