O governo dos Estados Unidos está sob pressão da família do ex-presidente Jair Bolsonaro para classificar organizações criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como terroristas. A possível designação, que ainda não foi oficializada, ampliaria sanções e o compartilhamento de inteligência internacional. A medida pode impactar diretamente a segurança em Goiás, onde essas facções têm atuação expressiva.
A suposta pressão, segundo reportagens publicadas nesta semana, visa incluir os grupos criminosos na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO) dos EUA. Atualmente, essa lista não possui nenhum grupo brasileiro, e a inclusão representaria um endurecimento nas ações contra o tráfico de drogas e armas que envolvem essas facções.
Conforme apurou o G1, a iniciativa partiu de assessores próximos à família Bolsonaro, que argumentam sobre a necessidade de ampliar a cooperação internacional no combate ao crime organizado. A classificação como terrorista permitiria aos EUA aplicar sanções financeiras mais rigorosas e facilitaria a troca de informações com agências brasileiras.
O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) são as maiores facções do Brasil e mantêm presença em todo o país, inclusive em Goiás. Em Goiânia, o PCC tem atuado de forma significativa, controlando o tráfico de drogas e praticando violência, segundo dados da segurança pública estadual.
Caso a classificação se concretize, Goiás poderá receber maior suporte técnico e operacional dos EUA, incluindo treinamentos e equipamentos. A medida também poderia inibir a atuação dessas facções no exterior, reduzindo o fluxo de drogas que chegam ao estado.
A Casa Branca ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto, e especialistas em segurança pública avaliam que a decisão depende de avaliações jurídicas e políticas. Enquanto isso, a possível mudança gera expectativa nas autoridades goianas, que veem na iniciativa uma nova ferramenta no combate à criminalidade.
A eventual classificação como terrorista pode reforçar as ferramentas de combate ao crime organizado em Goiás, mas sua eficácia dependerá da cooperação bilateral entre Brasil e EUA.