Os Estados Unidos anunciaram dezenas de sanções contra o Irã e avisaram que nações que mantiverem relações econômicas com Teerã também serão alvo de medidas restritivas. A ofensiva, batizada de 'Pária Econômico', foi apresentada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, e abrange setores como finanças, energia e comércio.
O pacote foi detalhado em comunicado oficial do Departamento do Tesouro, que não divulgou a lista completa de entidades e indivíduos sancionados. Segundo reportagem do G1, a estratégia busca isolar o governo iraniano cortando fluxos de receita em áreas sensíveis, sem recorrer a ação militar.
O presidente Donald Trump classificou o momento como 'Dia D' e afirmou que a ofensiva agora é puramente econômica, após não conseguir encerrar o conflito por vias militares. A retórica sinaliza escalada na pressão sobre Teerã sem envolver forças armadas.
A advertência a terceiros países amplia o alcance da medida: governos e empresas que continuarem a comprar petróleo, operar no sistema financeiro ou fechar contratos comerciais com o Irã correm risco de sofrer sanções secundárias, o que pode reverberar em cadeias globais de suprimento.
Analistas de mercado observam que a incerteza sobre a aplicação prática das sanções secundárias tende a elevar prêmios de risco em commodities energéticas e agrícolas, embora o impacto direto dependa da adesão de grandes importadores e da resposta diplomática de potências como China e União Europeia.
A operação marca nova fase de confronto econômico com potencial para reorganizar fluxos comerciais internacionais nos próximos meses.